Quinta-feira, 15 de Junho de 2006

Portugal e pais de Uniao Europeia que menos proteje os animais- VERGONHOSO; O ATRASO DESTE PAIS!!!

Condenados à agonia: Portugal é dos países da União Europeia que menos protege os animais; a própria polícia troça de quem faz denúncias

Manter um cão preso a uma corrente de poucos metros dias a fio é um dos hábitos que, talvez inconscientemente, muitos donos julgam ser o melhor que podem fazer pelos seus animais. Mas Portugal é mais do que isto.

Num «país que não protege os animais», os relatos de abandono de burros, cavalos e até póneis - presos a um poste de electricidade, mortos à fome - são semanais. O cenário pode ser considerado horripilante. É, todavia, apenas uma ponta do véu.

Alguns minutos de conversa com o director executivo da Associação ANIMAL, Miguel Moutinho, guiam-nos por uma nação de tortura onde os animais «são coisas do ponto de vista jurídico» e a inexistente fiscalização legitima quase tudo, até manter espécies selvagens como animais de companhia.

Nos matadouros, o horror atinge patamares inimagináveis, embora a lei cuide para que o sofrimento seja minimizado. Aqui, os interesses económicos sobrepõem-se aos direitos dos seres vivos. Muitos acabam por morrer sem ser sujeitos, conforme o previsto pela legislação, a um atordoamento prévio.

«Vacas ou porcos morrem por sangria. São esticados por uma perna, é-lhes enfiada uma faca no pescoço. Durante este tempo, estão conscientes e a lamber o próprio sangue. Lutam pela vida quando, na verdade, estão condenados a uma morte que demora, pelo menos, dez minutos». É o testemunho de Miguel Moutinho.

As responsabilidades por estas vidas de agonia alimentadas para a morte não se cingem aos proprietários de matadouros nem aos produtores de pele, por mais polémicos que sejam estes dois tipos de intervenientes. Não obstante a existência de um diploma que regulamenta o transporte de animais, a associação portuense regista com grande frequência casos de carrinhas que "carregam" espécies pecuárias sem as mínimas condições.

Para muitas pessoas, o sofrimento de uma galinha não choca tanto quanto o de outro animal doméstico ou das espécies usadas para fins de comercialização. As queixas relacionadas com lojas de animais lideram, a par dos alertas de abandono, no número de denúncias recolhidas quer pela Associação ANIMAL, quer pela Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais (LPDA).

«O abandono e os maus tratos, incluindo o manter os animais presos e casos de espancamento, são das denúncias mais frequentes», afirma a porta-voz da Liga, Maria do Céu Sampaio.

Também no que aos espaços comerciais diz respeito, a falta de fiscalização volta a legitimar uma série de práticas que, segundo Miguel Moutinho, vão desde a venda de aves exóticas sem a respectiva licença à ausência de controlo sanitário, ao manter os animais em jaulas demasiado pequenas, até ao abandono dos "artigos" não vendidos.

Há gatos e cachorros aprisionados em espaços minúsculos, expostos a níveis de "stress" elevados que, sem poderem correr ou usufruir de estímulos afectivos, acabam por desenvolver problemas de comportamento e até mesmo doenças. Não é invulgar, afirma o director executivo da ANIMAL, que as espécies compradas morram pouco tempo depois, já que não existem cuidados de saúde nem controlos sanitários.

Depois de adoptados, nem todos os animais de companhia têm a mesma sorte. Contra a legislação, muitos cães são retidos em varandas ou presos a uma corrente. Isto quando a legislação diz que não devem ser expostos a factores climatéricos hostis ou restringidos a espaços onde não possam aplicar os seus comportamentos naturais.

PORTUGAL: O PAÍS QUE MENOS PROTEGE NA EUROPA

A impunidade vigente face aos atentados contra os direitos dos animais faz de Portugal «um dos piores da Europa», mesmo pior do que os países de Leste. «A Grécia é um país onde tudo acontece aos animais, mas há organizações fortes para os apoiar. Em termos comunitários, a situação é cada vez mais distante da nossa», acrescenta Miguel Moutinho.

A lei n.° 92/95 12 é, lamenta o líder da Associação ANIMAL, a única norma da iniciativa do legislador nacional. Fora isso, afirma, todos os diplomas são decretos-lei aprovados pelo Governo, não pela sua iniciativa mas transpostos «com um atraso imenso», apenas pelo facto de Portugal, enquanto membro da UE, ser obrigado a fazê-lo.

Apesar de «omissas» e «demasiado brandas», as directrizes existentes poderiam, mesmo assim, evitar um grande número de transgressões.

Ao défice de fiscalização acrescem, contudo, o excesso de burocracia e a negligência das próprias autoridades. «A PSP e a GNR, por exemplo, são autoridades competentes para dar cumprimento a este tipo de decretos e, por norma, desconhecem-nos». Miguel Moutinho acusa, ainda, estas entidades de contribuírem para fomentar a ideia de que não existe legislação de defesa dos animais e de receberem as denúncias com «graçolas», embora a lei preveja, efectivamente, coimas para quem maltrata animais.

No nosso país, a violência contra animais é punível por lei, com coimas cujos valores podem variar entre os €500 e os €3740, ou de €44 890, se o autor dos actos for uma pessoa colectiva: uma empresa ou uma instituição.

É ainda proibida a posse irresponsável de animais considerados "potencialmente perigosos" ou "perigosos" e o treino destes animais para combates - actos puníveis com coimas de valor compreendido entre os €500 e os €3740, ou de €44 890, se forem cometidos por uma pessoa colectiva.

Em alternativa, as autoridades podem aplicar sanções acessórias várias - entre elas, a perda de licenças.

«NÃO aceite um NÃO como resposta das autoridades». O apelo é da Associação ANIMAL.

MACHICO ACOLHEU CIRCO ACUSADO DE NEGLIGÊNCIA

Investigação revela vídeos chocantes obtidos em vários circos.

Um pónei a ser violentamente chicoteado, elefantes picados com agulhas e chimpanzés enjaulados sem as mínimas condições. Estas são algumas das imagens chocantes recolhidas durante uma investigação conduzida pela organização Animal Defenders Internacional (ADI) e a sua equivalente em Portugal, a Associação ANIMAL.

Em declarações recentes, Miguel Moutinho, director executivo da ANIMAL, afirmou ao DIÁRIO que o circo exibido este Natal em Machico, o Circo Brasil, embora não incluído nesta acção, também figura entre os que ostentam práticas de maus tratos a animais.

A operação - efectuada em Agosto de 2003 e em Junho e Agosto de 2005 - envolveu dez circos e uma exposição de serpentes e animais exóticos, tendo revelado que, em todos os estabelecimentos circenses investigados, os animais se encontram «em condições miseráveis, instalados em alojamentos completamente inadequados, sem qualquer espécie de cuidado para que se sintam minimamente confortáveis».

Intitulado "Basta de Sofrimento nos Circos", o relatório ADI/ANIMAL mostra imagens gravadas por um investigador que, durante duas semanas, conseguiu infiltrar-se no Circo Soledad Cardinali e filmar a directora a chicotear póneis numa sessão de treino e tratadores a «atormentarem um chimpanzé».

As práticas de maus tratos repetem-se nos circos Victor Hugo Cardinali, Atlas, Magic, Dallas, Americano e Chen, onde as gravações mostram elefantes a ser picados na zona da cabeça e perto dos olhos, uma leoa a ser injectada sem a presença de qualquer veterinário, um pónei em estado de subnutrição e fraqueza e um tratador a tentar enfiar, com o recurso à força, uma coleira demasiado pequena para o pescoço de um porco.

Igualmente chocantes são as imagens de elefantes acorrentados pelas pernas, de cavalos e póneis amarrados em jaulas minúsculas e de animais dominados à custa do chicote.

Ao divulgar estes conteúdos, a associação portuense liderada por Miguel Moutinho pretende - para além de denunciar o sofrimento destes animais - pressionar as autoridades portuguesas para que alterem a legislação e proíbam o uso de animais nos circos.

Enquanto isso não acontece, a ANIMAL tem apelado aos portugueses para que não frequentem este tipo de espectáculos, preparados à custa do «sofrimento, do medo e da angústia». O pedido inclui os madeirenses. Miguel Moutinho acusa o Circo Brasil de práticas de negligência, dando como exemplo a morte de um animal calcado por outro.

«O Circo Brasil não é mais do que uma unidade do Circo Internacional Monte Carlo. São várias as estratégias usadas para os circos se apresentarem com diferentes números. Interessante é o facto de a Câmara Municipal do Funchal não ter autorizado este circo», afirmou recentemente este defensor dos animais.

FÁTIMA LOPES VISADA EM CAMPANHA CONTRA O USO DE PELES VERDADEIRAS

Fátima Lopes é uma das visadas de uma campanha de «formato inédito» a lançar pela ANIMAL, no decorrer deste ano.

A novidade foi avançada ao DIÁRIO pelo director executivo daquela associação portuense cuja página electrónica continua a exibir - em http://www.animal.org.pt - o polémico vídeo onde a estilista assume o uso de peles verdadeiras.

Miguel Moutinho lamenta que a madeirense tenha voltado a insistir recentemente, aos microfones da TSF-Madeira, no uso destes materiais. «Fátima Lopes é uma grande causadora de sofrimento que faz gala de defender publicamente a crueldade para com os animais», declarou.

Sem querer adiantar pormenores sobre a campanha em preparação, a não ser que vai ter um formato inovador, este defensor dos animais considera que a «intolerância de Fátima Lopes» merece ser denunciada, já que a estilista faz questão de apregoar com frequência o uso de peles.

«É uma criatura que tem um quadro mental próprio de alguém que é, absolutamente, primitivo e que se cobre de cadáveres de animais brutalmente mortos», acrescentou.

As palavras de Miguel Moutinho expressam também a revolta pela legislação que, ao permitir a captura de animais para extracção da pele, «institucionaliza o sofrimento dos animais, mortos por electrocussão anal e vaginal».

«Há um diploma que regulamenta este tipo de morte com a única ressalva de os animais serem atordoados previamente, o que normalmente não acontece», referiu.

De acordo com o representante da Associação ANIMAL, são aos milhões as raposas, chinchilas, martas, guaxinins que, entre outros animais, são criados e mantidos em condições miseráveis, em jaulas, e cujas peles são usadas em casacos e acessórios de luxo, não constituindo Portugal uma excepção.

«Existem no nosso país diversas quintas vocacionadas para a criação de martas, coelhos, chinchilas que, depois de atingirem determinado peso, «são mortos por electrocussão ou envenenamento, tudo em nome da vaidade e de caprichos cruéis».

Os próprios caçadores podem, sublinha Miguel Moutinho, caçar raposas e matá-las com este fim, pois, ao contrário do lobo ibérico, as raposas não são espécie protegida.

A utilização e a morte de animais para fins de estética são também condenadas pela Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais (LDPA).

«A criação em quintas industriais não é menos cruel do que a captura por armadilhas», pode ler-se no "site" desta associação que apela aos consumidores para boicotarem os produtos em pele e preferirem as lojas que não os comercializam.


Patrícia Gaspar

(“Diário de Notícias da Madeira”, 15 de Janeiro de 2006, http://www.dnoticias.pt/default.asp?file_id=dn012097150106)
sinto-me: Como podem fazer isto?
música: Imortal de Sandy e Júnior
publicado por mímica às 11:27

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3 comentários:
De reb@reb.com a 18 de Junho de 2006 às 04:45
Realmente os animais tem de ser protegidos. Infelizmente há muita gente que não os defende, protege ou trata de forma adequada.

Gsotei de ler alguns dos textos deste blog pois acho que são assuntos que tem de ser discutidos e, também há que sensibilzar a opinião pública...

Força e continua!
De Sandro a 4 de Abril de 2009 às 01:11
Boa Noite, So vim aqui para alterarem o nome do circo brasil pois so no ano 2008/2009 e que esteve na Madeira e nao tem nada a ver com o circo monte carlo. E desde ja digo que nao usamos animais no nosso espetaculo, Admiro muito o vosso intresse nos animais, mas deixo aqui uma sejestao: Porque so falar nos circos com animais e nao tentar promover os circos que nao tem animais. Aguardo Uma resposta e a alteraçao do Post, Pois eu Sou o Representante do Circo Brasil e nao quero o nome do meu circo ao barulho por causa de coisas que os outros fazem. Muito Obrigado:

Sandro Silva
Circo Brasil
De fellype moura a 22 de Junho de 2009 às 22:11
http://www.petatv.com/tvpopup/video.asp?video=fur_farm&Player=wm&speed=med


gostaria ke arajassem uma forma de poder para com estes maltratos e com estes crimes que para mim e por favor vao a esse sit e vejam a brutalidade que conten estas imagens

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