Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

Artigos em pele de gato e cão estão à venda na China através da Internet

Milhares de artigos fabricados em pele de gato e cão estão a ser vendidos na Internet. As associações de defesa dos animais estão revoltadas e prometem tudo fazer para encerrar os sites chineses

 

A investigação dos repórteres da agência chinesa AFP e do jornal Shanghai Daily descobriu calças e chapéus produzidos com pele de cão.

"Esses produtos estão no site Taobao", confirmou à AFP um porta-voz do grupo empresarial responsável pela comercialização dos produtos online.

Segundo os defensores dos animais, o couro e a pele é proveniente de animais abandonados. "Nós temos voluntários para proteger os animais.

Na nossa opinião o controle do governo é insuficiente", segundo Zhai Yining, um responsável da Associação Chinesa de Defesa dos Animais.

De acordo com a legislação chinesa, a venda de produtos fabricados a partir de gatos e cães é proibida na Internet.

 

Fonte: Visão Online

publicado por mímica às 16:33

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Sábado, 2 de Outubro de 2010

Mais de 10 mil animais abandonados por ano em Portugal

 

 

 

Mais de dez mil animais são abandonados todos os anos em Portugal, onde se estima que existam mais de meio milhão de bichos sem dono. Nas vésperas do Dia Mundial do Animal, 200 cães e gatos vão estar em Lisboa para serem adoptados.

Hoje, o Jardim Vieira Portuense, em Belém, vai transformar-se numa espécie de centro de adopção: «Cerca de duas dezenas de animais que vivem em canis ou em associações vão estar ali para serem adoptados», segundo Maria do Céu Sampaio, presidente da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais (LPDA), associação que organiza o evento.

«As mais de 40 associações zoófilas que existem no país estão todas superlotadas. Não temos números certos, mas sabemos que são muito mais de meio milhão os animais que não têm dono», alertou a responsável, sublinhando que a degradação económica das famílias e o aumento de divórcios provocou um aumento de casos.

De acordo com a LPDA, as alergias, as férias, o nascimento de um filho e problemas de comportamento são outros dos motivos que levam os donos a abandonar os seus animais.

Por isso, hoje à tarde, professores de uma escola especilizada em educação animal vão estar no jardim para ajudar os donos a educar os seus bichos, contou Maria do Céu Sampaio.

No domingo, haverá a entrega dos Prémios De Cão para Cão, um projecto de responsabilidade social que este ano vai ajudar 600 animais abandonados de quatro associações.

De Cão para Cão é um jogo interativo, onde as pessoas podem adoptar um cão virtual.

«Chama-se de Cão para Cão, porque ao tratar bem um cão virtual as pessoas estão a ajudar um cão real», explicou Rodolfo Neves, responsável pelo projecto criado no ano passado.

Maria do Céu Sampaio garante que todos os animais - abandonados ou com dono - que apareçam neste fim-de-semana no jardim vão ganhar um prémio, porque este «é o dia deles».

O Dia Mundial do Animal assinala-se na próxima segunda feira.

 

Fonte: Sol Lusa

publicado por mímica às 17:52

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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Rapariga filmada a atirar cachorros ao rio

Uma rapariga gravada em vídeo enquanto atirava seis cachorros recém-nascidos ao rio está a ser procurada por grupos de internautas em todo o Mundo. Neste momento já conseguiram descobrir que as imagens extremamente perturbadoras foram colocadas online através de uma conta de You Tube de um jovem da Bósnia-Herzegovina e chovem ameaças de morte dirigidas à adolescente e ao operador de câmara.

Nas imagens a rapariga mantém sempre um capuz vermelho a cobrir-lhe a cabeça e aparenta estar a divertir-se enquanto retira os cachorros de um balde, lançando-os, um a um, para a morte certa.
Neste momento estão a ser partilhados entre internautas dois perfis de Facebook que supostamente poderão ser o da adolescente, adiantando-se que o acto de crueldade contra animais terá ocorrido no rio Vrbas, perto da cidade de Bugojno.
Dentro do site de partilha de imagens 4chan a busca começou logo na tarde de segunda-feira, com mensagens escritas no fórum a apelar para que "se encontre esta pequena cabra imbecil para de seguida atirá-la ao rio".
Alguns participantes nos fóruns do 4chan são mais imaginativos, descrevendo em pormenor como planeiam colocar-lhe cimento nos pés, lançando-a de seguida "da ponte mais próxima".

AVISO: ESTE VÍDEO É EXTREMAMENTE CHOCANTE E NÃO DEVE SER VISTO POR PESSOAS IMPRESSIONÁVEIS.
sinto-me: chocada
publicado por mímica às 19:20

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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Vida de cão

publicado por mímica às 01:02

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Gatos: Alunos e professores de escola de Guimarães constroem canil para 30 animais abandonados

A Escola Santos Simões, em Guimarães, construiu um gatil para acolher 30 gatos que são tratados por alunos e professores, uma experiência única em Portugal que uniu a comunidade escolar contra o abandono dos animais, disse hoje à Lusa, a coordenadora do projecto.


"É um projecto pedagógico que tem por objectivo reforçar a ligação emocional entre as crianças e os animais, dado que através delas, podemos educar uma população", sustentou Luísa Veiga, professora e coordenadora do Gatil Simãozinho.
Com 30 animais, o gatil foi criado para acolher gatos vadios que viviam em terrenos próximos daquela escola do 2º e 3º ciclo.

publicado por mímica às 12:59

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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

A Juventude não está assim tão perdida como parece...

Um jovem casal, que está a dar os primeiros passos numa vida em comum, depara-se com um pequeno vulto no meio da estrada. Param o carro e vão ver do que se trata.
Era uma gatinha, ainda jovem, mas em muito mau estado. A tiritar, desnutrida,remelosa, suja e parasitada. É quase certo que tinha sido abandonada naquele local ermo.
O animal, vendo que ali poderia estar uma hipótese de sobrevivência, enroscou-se nas pernas da jovem.
Ao contrário do que, se calhar, muita gente faria, os jovens colocaram a gata dentro de um saco e rumaram directamente a uma veterinária.
A bichana foi observada, limpa, alimentada. Saiu com um diagnóstico de "constipação" e uma prescrição de antibiótico. E estava cega de um olho.
Os jovens aviaram a receita, compraram uma pequena casota, alimentos,areia sanitária, toalhetes, soro fisiológico. Gastaram dinheiro que, nesta fase da sua vida, não abunda particularmente.Com um pobre e insignificante animal.
Durante dois dias, não pararam de velar pela recuperação da gata. Dia e noite , estiveram ao pé dela, na tentativa de a recuperarem para a vida.
A Lucky (já tinha nome e tudo) nem sequer era um animal bonito.
Mas os jovens diziam:
-Deixa lá! Os feios também têm direito à vida.
Mas, infelizmente, o animal não resistiu.
Os jovens, sentiram o golpe, de uma forma particularmente intensa.
Ficaram pesarosos por não terem levado a" sua missão" a bom termo.
Esta história verídica mostra que, por muito que se diga em contrário, ainda há, felizmente, muitos jovens com sensibilidade, espírito solidário. Porque quem trata bem os animais, demonstra, desde logo, que possui valores humanos a que, infelizmente, muita gente é alheia.
São histórias como esta que me fazem acreditar que o futuro, afinal, pode não ser tão escuro como às vezes suponho.
Que, no fundo, vale a pena acreditar nas novas gerações e que nem tudo está perdido.
 
Fonte: Peciscas
publicado por mímica às 17:31

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Domingo, 27 de Julho de 2008

Crueldade na China

Atenção: ESTE POST CONTÉM IMAGENS PASSÍVEIS DE SEREM CONSIDERADAS CHOCANTES. SE FOR UMA PESSOA QUE SE IMPRESSIONA FACILMENTE, RODE O RATO PARA BAIXO E LEIA OS OUTROS POSTS. OBRIGADO, MÉ.
Eu, Ovelha Anorética, tenho dificuldade em começar este post. Dificuldade porque, na quinta em que vivemos, há todo o tipo de animais. Animais que, na nossa e em muitas mais quintas por todo o país, nos guiam pelos pastos e nos impedem a nós, ovelhas, de nos perdermos. Animais que recebem um carinho especial dos humanos, um carinho que nós não recebemos. Animais que são chamados por muitos como os melhores amigos do Homem. Falo, obviamente, de cães (e gatos, também).

Na primeira foto deste post, podem ver um cão a olhar em volta, rodeado por vários outros deitados. Não, não estão ali a dormir a sesta ou a descansar. Estão mortos. Esta realidade, comum em países como a China, a Coreia ou a Tailândia, é-nos estranha mas nós, Ovelhas Obesa, Bulímica, Anã e Anorética, estamos aqui para vos contar toda a verdade: na China, por exemplo, morrem todos os dias milhares de animais domésticos. Com que propósito? Continuem a ler.
Enjaulados - é assim que dezenas de animais são transportados para os matadouros e mercados. Reparem nas expressões estampadas nos gatos da fotografia. Provavelmente, passaram por uma viagem de várias horas e a morte, para eles, está infelizmente muito próxima. Na China, li num certo blog, não se vêem animais abandonados nas ruas. Ao investigar, descobri que as pessoas recebem alguns cêntimos por cada animal que apanharem e levarem a certos locais, onde começa todo o processo que tem dois fins: a transformação dos animais em comida (espantados? lá até os bebés humanos são um prato muito apetecido) ou a transformação das suas peles em casacos e outras peças de vestuário.

Além dos animais que são caçados nas ruas, outros são criados em quintas especializadas. Principalmente no Inverno, em que são deixados ao frio, rodeados de outros animais sem vida, para que as suas peles fiquem mais espessas. Tive conhecimento de que consumidores, estilistas e muitos outros intervenientes tentam aliviar o peso da consciência ao sugerir aos donos destas quintas para que tratem os animais cuidadosamente. Porém, não me parece que seja isso que aconteça.
Porém, se pensavam que estes animais tinham uma morte indolor, desenganem-se. Além de serem maltratados em vida, durante o crescimento, também na hora da morte não são poupados de horrores. Muitos asiáticos acreditam que, quanto maior o sofrimento que o animal sentir na hora da morte, melhor sabor terá a sua carne. Assim, são torturados, humilhados, esfaqueados, atirados para panelas a ferver, enforcados ou afogados (os assassinos abrem a sua boca e, com uma mangueira, enchem os pulmoes do animal de água) por estes homens que, estranhamente, sentem prazer ao fazer-lhes isso.
Na China, como sabem, serão realizados os Jogos Olímpicos de 2008. Num país que se diz civilizado, que irá ser o palco de tal cerimónia, estas coisas são absolutamente inadmissíveis e imperdoáveis. Já na Coreia, em 2002, um grande evento foi celebrado: o Mundial de Futebol. Apesar dos protestos, apenas só se conseguiu impedir a distribuição de carne de cães e gatos à porta dos estádios pois iria ser exposta para que os turistas provassem.

Para alguns países da Europa (como a França, Itália ou Alemanha), são exportadas toneladas de peles de animais domésticos todos os meses. Estas indústrias dependem muito da exportação, pelo que lançamos aqui o apelo: não comprem peles. Não abandonem os vossos animais nas ruas... por favor. E, se querem ajudar mais... pesquisem e apoiem as associações como a PETA. Deixo aqui um link para uma petição que adoraria que todos os nossos visitantes assinassem, se querem tentar ajudar aqueles animais, que sofrem tamanhas barbaridades por meros caprichos de seres da nossa espécie: http://www.thepetitionsite.com/takeaction/395884823.
Olhem para a fotografia acima. Não é assim que deveria ser...? Felies, acarinhados? Em vez do nosso amor, 2 milhões de cães e gatos recebem, anualmente, a morte, na Ásia. Dois milhões. Morrem sem nunca ter recebido amor, morrem por serem tratados apenas como um sub-produto num mercado. Morrem porque a nossa raça consegue, muitas vezes, descer mais baixo do que imaginamos. Morrem numa melodia descoordenada de gritos e de choro. Numa melodia assistida pelos olhos cobertos de gozo dos humanos. Nós perguntamos: é assim que deveria ser...?

Aqui ficam alguns vídeos:
- Vídeo 1
- Vídeo 2
- Vídeo 3
- Vídeo 4
Fontes:
- Geocities
- China Em Reportagem
- Nossos Amigos Animais
- Youtube

 

Fonte: Ovelhas Ranhosas

publicado por mímica às 22:08

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Quinta-feira, 15 de Junho de 2006

Portugal e pais de Uniao Europeia que menos proteje os animais- VERGONHOSO; O ATRASO DESTE PAIS!!!

Condenados à agonia: Portugal é dos países da União Europeia que menos protege os animais; a própria polícia troça de quem faz denúncias

Manter um cão preso a uma corrente de poucos metros dias a fio é um dos hábitos que, talvez inconscientemente, muitos donos julgam ser o melhor que podem fazer pelos seus animais. Mas Portugal é mais do que isto.

Num «país que não protege os animais», os relatos de abandono de burros, cavalos e até póneis - presos a um poste de electricidade, mortos à fome - são semanais. O cenário pode ser considerado horripilante. É, todavia, apenas uma ponta do véu.

Alguns minutos de conversa com o director executivo da Associação ANIMAL, Miguel Moutinho, guiam-nos por uma nação de tortura onde os animais «são coisas do ponto de vista jurídico» e a inexistente fiscalização legitima quase tudo, até manter espécies selvagens como animais de companhia.

Nos matadouros, o horror atinge patamares inimagináveis, embora a lei cuide para que o sofrimento seja minimizado. Aqui, os interesses económicos sobrepõem-se aos direitos dos seres vivos. Muitos acabam por morrer sem ser sujeitos, conforme o previsto pela legislação, a um atordoamento prévio.

«Vacas ou porcos morrem por sangria. São esticados por uma perna, é-lhes enfiada uma faca no pescoço. Durante este tempo, estão conscientes e a lamber o próprio sangue. Lutam pela vida quando, na verdade, estão condenados a uma morte que demora, pelo menos, dez minutos». É o testemunho de Miguel Moutinho.

As responsabilidades por estas vidas de agonia alimentadas para a morte não se cingem aos proprietários de matadouros nem aos produtores de pele, por mais polémicos que sejam estes dois tipos de intervenientes. Não obstante a existência de um diploma que regulamenta o transporte de animais, a associação portuense regista com grande frequência casos de carrinhas que "carregam" espécies pecuárias sem as mínimas condições.

Para muitas pessoas, o sofrimento de uma galinha não choca tanto quanto o de outro animal doméstico ou das espécies usadas para fins de comercialização. As queixas relacionadas com lojas de animais lideram, a par dos alertas de abandono, no número de denúncias recolhidas quer pela Associação ANIMAL, quer pela Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais (LPDA).

«O abandono e os maus tratos, incluindo o manter os animais presos e casos de espancamento, são das denúncias mais frequentes», afirma a porta-voz da Liga, Maria do Céu Sampaio.

Também no que aos espaços comerciais diz respeito, a falta de fiscalização volta a legitimar uma série de práticas que, segundo Miguel Moutinho, vão desde a venda de aves exóticas sem a respectiva licença à ausência de controlo sanitário, ao manter os animais em jaulas demasiado pequenas, até ao abandono dos "artigos" não vendidos.

Há gatos e cachorros aprisionados em espaços minúsculos, expostos a níveis de "stress" elevados que, sem poderem correr ou usufruir de estímulos afectivos, acabam por desenvolver problemas de comportamento e até mesmo doenças. Não é invulgar, afirma o director executivo da ANIMAL, que as espécies compradas morram pouco tempo depois, já que não existem cuidados de saúde nem controlos sanitários.

Depois de adoptados, nem todos os animais de companhia têm a mesma sorte. Contra a legislação, muitos cães são retidos em varandas ou presos a uma corrente. Isto quando a legislação diz que não devem ser expostos a factores climatéricos hostis ou restringidos a espaços onde não possam aplicar os seus comportamentos naturais.

PORTUGAL: O PAÍS QUE MENOS PROTEGE NA EUROPA

A impunidade vigente face aos atentados contra os direitos dos animais faz de Portugal «um dos piores da Europa», mesmo pior do que os países de Leste. «A Grécia é um país onde tudo acontece aos animais, mas há organizações fortes para os apoiar. Em termos comunitários, a situação é cada vez mais distante da nossa», acrescenta Miguel Moutinho.

A lei n.° 92/95 12 é, lamenta o líder da Associação ANIMAL, a única norma da iniciativa do legislador nacional. Fora isso, afirma, todos os diplomas são decretos-lei aprovados pelo Governo, não pela sua iniciativa mas transpostos «com um atraso imenso», apenas pelo facto de Portugal, enquanto membro da UE, ser obrigado a fazê-lo.

Apesar de «omissas» e «demasiado brandas», as directrizes existentes poderiam, mesmo assim, evitar um grande número de transgressões.

Ao défice de fiscalização acrescem, contudo, o excesso de burocracia e a negligência das próprias autoridades. «A PSP e a GNR, por exemplo, são autoridades competentes para dar cumprimento a este tipo de decretos e, por norma, desconhecem-nos». Miguel Moutinho acusa, ainda, estas entidades de contribuírem para fomentar a ideia de que não existe legislação de defesa dos animais e de receberem as denúncias com «graçolas», embora a lei preveja, efectivamente, coimas para quem maltrata animais.

No nosso país, a violência contra animais é punível por lei, com coimas cujos valores podem variar entre os €500 e os €3740, ou de €44 890, se o autor dos actos for uma pessoa colectiva: uma empresa ou uma instituição.

É ainda proibida a posse irresponsável de animais considerados "potencialmente perigosos" ou "perigosos" e o treino destes animais para combates - actos puníveis com coimas de valor compreendido entre os €500 e os €3740, ou de €44 890, se forem cometidos por uma pessoa colectiva.

Em alternativa, as autoridades podem aplicar sanções acessórias várias - entre elas, a perda de licenças.

«NÃO aceite um NÃO como resposta das autoridades». O apelo é da Associação ANIMAL.

MACHICO ACOLHEU CIRCO ACUSADO DE NEGLIGÊNCIA

Investigação revela vídeos chocantes obtidos em vários circos.

Um pónei a ser violentamente chicoteado, elefantes picados com agulhas e chimpanzés enjaulados sem as mínimas condições. Estas são algumas das imagens chocantes recolhidas durante uma investigação conduzida pela organização Animal Defenders Internacional (ADI) e a sua equivalente em Portugal, a Associação ANIMAL.

Em declarações recentes, Miguel Moutinho, director executivo da ANIMAL, afirmou ao DIÁRIO que o circo exibido este Natal em Machico, o Circo Brasil, embora não incluído nesta acção, também figura entre os que ostentam práticas de maus tratos a animais.

A operação - efectuada em Agosto de 2003 e em Junho e Agosto de 2005 - envolveu dez circos e uma exposição de serpentes e animais exóticos, tendo revelado que, em todos os estabelecimentos circenses investigados, os animais se encontram «em condições miseráveis, instalados em alojamentos completamente inadequados, sem qualquer espécie de cuidado para que se sintam minimamente confortáveis».

Intitulado "Basta de Sofrimento nos Circos", o relatório ADI/ANIMAL mostra imagens gravadas por um investigador que, durante duas semanas, conseguiu infiltrar-se no Circo Soledad Cardinali e filmar a directora a chicotear póneis numa sessão de treino e tratadores a «atormentarem um chimpanzé».

As práticas de maus tratos repetem-se nos circos Victor Hugo Cardinali, Atlas, Magic, Dallas, Americano e Chen, onde as gravações mostram elefantes a ser picados na zona da cabeça e perto dos olhos, uma leoa a ser injectada sem a presença de qualquer veterinário, um pónei em estado de subnutrição e fraqueza e um tratador a tentar enfiar, com o recurso à força, uma coleira demasiado pequena para o pescoço de um porco.

Igualmente chocantes são as imagens de elefantes acorrentados pelas pernas, de cavalos e póneis amarrados em jaulas minúsculas e de animais dominados à custa do chicote.

Ao divulgar estes conteúdos, a associação portuense liderada por Miguel Moutinho pretende - para além de denunciar o sofrimento destes animais - pressionar as autoridades portuguesas para que alterem a legislação e proíbam o uso de animais nos circos.

Enquanto isso não acontece, a ANIMAL tem apelado aos portugueses para que não frequentem este tipo de espectáculos, preparados à custa do «sofrimento, do medo e da angústia». O pedido inclui os madeirenses. Miguel Moutinho acusa o Circo Brasil de práticas de negligência, dando como exemplo a morte de um animal calcado por outro.

«O Circo Brasil não é mais do que uma unidade do Circo Internacional Monte Carlo. São várias as estratégias usadas para os circos se apresentarem com diferentes números. Interessante é o facto de a Câmara Municipal do Funchal não ter autorizado este circo», afirmou recentemente este defensor dos animais.

FÁTIMA LOPES VISADA EM CAMPANHA CONTRA O USO DE PELES VERDADEIRAS

Fátima Lopes é uma das visadas de uma campanha de «formato inédito» a lançar pela ANIMAL, no decorrer deste ano.

A novidade foi avançada ao DIÁRIO pelo director executivo daquela associação portuense cuja página electrónica continua a exibir - em http://www.animal.org.pt - o polémico vídeo onde a estilista assume o uso de peles verdadeiras.

Miguel Moutinho lamenta que a madeirense tenha voltado a insistir recentemente, aos microfones da TSF-Madeira, no uso destes materiais. «Fátima Lopes é uma grande causadora de sofrimento que faz gala de defender publicamente a crueldade para com os animais», declarou.

Sem querer adiantar pormenores sobre a campanha em preparação, a não ser que vai ter um formato inovador, este defensor dos animais considera que a «intolerância de Fátima Lopes» merece ser denunciada, já que a estilista faz questão de apregoar com frequência o uso de peles.

«É uma criatura que tem um quadro mental próprio de alguém que é, absolutamente, primitivo e que se cobre de cadáveres de animais brutalmente mortos», acrescentou.

As palavras de Miguel Moutinho expressam também a revolta pela legislação que, ao permitir a captura de animais para extracção da pele, «institucionaliza o sofrimento dos animais, mortos por electrocussão anal e vaginal».

«Há um diploma que regulamenta este tipo de morte com a única ressalva de os animais serem atordoados previamente, o que normalmente não acontece», referiu.

De acordo com o representante da Associação ANIMAL, são aos milhões as raposas, chinchilas, martas, guaxinins que, entre outros animais, são criados e mantidos em condições miseráveis, em jaulas, e cujas peles são usadas em casacos e acessórios de luxo, não constituindo Portugal uma excepção.

«Existem no nosso país diversas quintas vocacionadas para a criação de martas, coelhos, chinchilas que, depois de atingirem determinado peso, «são mortos por electrocussão ou envenenamento, tudo em nome da vaidade e de caprichos cruéis».

Os próprios caçadores podem, sublinha Miguel Moutinho, caçar raposas e matá-las com este fim, pois, ao contrário do lobo ibérico, as raposas não são espécie protegida.

A utilização e a morte de animais para fins de estética são também condenadas pela Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais (LDPA).

«A criação em quintas industriais não é menos cruel do que a captura por armadilhas», pode ler-se no "site" desta associação que apela aos consumidores para boicotarem os produtos em pele e preferirem as lojas que não os comercializam.


Patrícia Gaspar

(“Diário de Notícias da Madeira”, 15 de Janeiro de 2006, http://www.dnoticias.pt/default.asp?file_id=dn012097150106)
sinto-me: Como podem fazer isto?
música: Imortal de Sandy e Júnior
publicado por mímica às 11:27

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