Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Lince Ibérico: Uma das crias, uma fêmea, morreu no Centro de Silves de "causa aguda"

Um dos bebés lince ibérico, uma fêmea, que nasceu no domingo de Páscoa no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico em Silves, Algarve, morreu no domingo, dia 11, "de causa aguda", disse hoje à Lusa fonte daquele organismo.

"As duas crias de lince ibérico estiveram sempre bem até domingo, dia em que uma delas morreu de causa aguda e de forma rápida", explicou o diretor do Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, Rodrigo Serra.

Segundo os resultados preliminares da autópsia realizada no Centro de Análises e Diagnóstico de Málaga (Espanha), entidade que costuma fazer as autópsias dos linces ibéricos que morrem em cativeiro, a cria, com uma semana de vida, "estava bem alimentada" e não recebeu maus tratos da progenitora, acrescentou aquele responsável.

 

Fonte: Lusa Online

publicado por mímica às 01:42

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Sábado, 10 de Abril de 2010

Centenas de pessoas reclamam fim das touradas

Mais de trezentas pessoas estão hoje, sábado, à tarde a manifestar-se em frente ao Campo Pequeno, em Lisboa, para exigir ao Governo mais legislação que proteja os animais e o fim das touradas em Portugal.

"Tradição não é justificação, é falta de instrução!", "torturar e matar merece castigo" e "já não somos primitivos" eram algumas da frases que se podiam ler em cartazes, enquanto "troque de lugar com os touros" e "todos diferentes, todos animais" eram algumas das opções nas 't-shirts'.

 "O que pretendemos dizer ao legislador e ao Governo é que os cidadãos estão muito descontentes com a forma como os animais estão protegidos em Portugal e exigem mais protecção legislativa", afirmou aos jornalistas Rita Silva, presidente da Animal, associação que convocou o protesto.

Maria João Oliveira, uma das manifestantes, veste uma camisola onde se pode ler "salva os touros dos toureiros". Considera que este é um protesto "bastante válido": "Os animais não estão protegidos em termos de legislação".

"A evolução da sociedade também se vê pela forma como se tratam os animais", acrescentou, revelando ter tido conhecimento do protesto através das redes sociais.

Já Cristina, presente nas marchas e manifestações há vários anos, diz que em Portugal os animais só têm valor "enquanto património de alguém", reclamando, por isso, mais legislação.

Critica ainda  a recente criação pelo Ministério da Cultura de uma Secção de Tauromaquia: "É uma vergonha e uma ofensa".

Depois da concentração, os manifestantes vão seguir em marcha até ao Parlamento. É o caso de Diana, de 20 anos, que é contra a realização de touradas.

"Esse tipo de espectáculo é medíocre e retrógrada. Não tem de existir, muito menos com a desculpa de que é tradição", afirmou.

A presidente da Associação Animal espera que o protesto reúna "milhares de pessoas" durante a tarde, até porque "todos os grupos de protecção dos animais", de norte a sul, aderiram.

"É bastante expectável que cheguemos aos milhares e isso é uma muito boa mensagem a passar ao legislador", afirmou.

 

 

Fonte: JN Online

publicado por mímica às 19:06

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Primeiro lince ibérico já está em Portugal

A fêmea Azahar, vinda de Jerez de La Frontera, é o primeiro de vários lincesdoados por Espanha para reprodução

 
A fêmea Azahar, vinda de Jerez de La Frontera, é o primeiro de vários linces doados por Espanha para reprodução

 

Azahar, a fêmea de lince ibérico que chegou da vizinha Espanha, criou grande expectativa na estreia do Centro de Reprodução português, em Silves. Em breve, chegarão mais quinze.

 

A chegada dos exemplares de lince - seis fêmeas e dez machos, ao todo -, será faseada e decorrerá até Dezembro. "O último chegará no dia 1 de Dezembro, no Dia da Restauração da Independência e aí ficará completo o lote de dezasseis animais", afirma Tito Rosa, presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

Mas hoje, foi uma 'ela' quem estreou o Centro de Reprodução do Lince Ibérico, vinda de Jerez de La Frontera.

"Saímos de lá às 13h00 (hora espanhola) e chegámos cá às 16h00. Correu tudo bem", diz ao Expresso Iñigo Sanchéz. Iñigo, biólogo do Zoo Botânico de Jerez, era um homem satisfeito. Nervoso, mas satisfeito. A impaciência era aliás geral entre todos os presentes - algumas dezenas, entre jornalistas, forças policiais e representantes do Instituto de Conservação da Natureza e seus homólogos espanhóis, responsáveis pelo Programa de Reprodução do Lince em Espanha.

 

Fatos especiais

 

Muito poucos foram autorizados a assistir presencialmente à libertação do lince
Muito poucos foram autorizados a assistir presencialmente à libertação do lince
Nuno Veiga/Lusa

Muito poucos foram autorizados a assistir presencialmente à libertação do lince na sua próxima 'casa', e para o fazerem tiveram de equipar-se com fatos de protecção, para evitar transmissão de doenças ao animal. Apenas uma equipa de jornalistas - da agência Lusa - foi também autorizada a captar imagens, que foram posteriormente cedidas aos vários órgãos de comunicação social.

Espanha tem actualmente 75 linces em cativeiro - agora 74 - após o arranque do programa de captura de animais selvagens para reprodução. Destes 74, cerca de metade são já nascidos em cativeiro, crias de pais maioritariamente selvagens.

Para o centro português, ao abrigo de um protocolo entre os dois países estabelecido em Agosto de 2007, foram seleccionados 16 exemplares, os mais novos e potencialmente mais reprodutores.

 

Reprodução sem pressas

O presidente do ICNB lembra que a chegada de Azahar é a concretização de um projecto que conta quase com uma década
O presidente do ICNB lembra que a chegada de Azahar é a concretização de um projecto que conta quase com uma década
Nuno Veiga/Lusa

 

Rodrigo Serra, coordenador do Centro, explica que a reprodução não é, no entanto, para apressar. "Não é desejável ter logo reprodução, o que nós queremos é que os animais se adaptem. No fim desta época reprodutiva queremos ter sobretudo o saber, mas se tivermos sorte e correr bem, seria uma prenda muito boa", diz, colocando algumas expectativas na fêmea recém-chegada e nos futuros reprodutores de lince-ibérico.

Já o presidente do ICNB, Tito Rosa, explicou que o próximo passo é preparar o habitat e a população para a libertação do lince na natureza, algo que ainda não está totalmente definido em termos geográficos: "Estamos a trabalhar nos habitats das zonas de Vale do Guadiana, Serra da Malcata e Serra de Monchique. O futuro dirá quais destes habitats têm melhores condições para a libertação do lince", afirmou Tito Rosa, adiantando que a disponibilidade de alimento (coelho) e a mobilização das pessoas, em especial dos agricultores e caçadores, é essencial para o sucesso do projecto.

"Todos os dias são importantes para a conservação da natureza, mas o de hoje é histórico", afirmou o presidente do ICNB, lembrando que a chegada de Azahar a Silves é a concretização de um projecto que conta quase com uma década.

 

Fonte: Expresso Online

 

publicado por mímica às 23:28

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Gatos: Alunos e professores de escola de Guimarães constroem canil para 30 animais abandonados

A Escola Santos Simões, em Guimarães, construiu um gatil para acolher 30 gatos que são tratados por alunos e professores, uma experiência única em Portugal que uniu a comunidade escolar contra o abandono dos animais, disse hoje à Lusa, a coordenadora do projecto.


"É um projecto pedagógico que tem por objectivo reforçar a ligação emocional entre as crianças e os animais, dado que através delas, podemos educar uma população", sustentou Luísa Veiga, professora e coordenadora do Gatil Simãozinho.
Com 30 animais, o gatil foi criado para acolher gatos vadios que viviam em terrenos próximos daquela escola do 2º e 3º ciclo.

publicado por mímica às 12:59

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Concentração de burros numa aldeia na Guarda

publicado por mímica às 13:06

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Sábado, 4 de Julho de 2009

Obesidade também afecta cães e gatos

A obesidade, doença que afecta cada vez mais pessoas, também atinge cães e gatos, muito por culpa dos donos, que os mimam com doces e os privam da prática diária de exercício físico, alertam veterinários

 

 

Em Portugal, não existem estatísticas e estudos epidemiológicos sobre a doença nos animais domésticos que permitam perceber se a sua incidência está a aumentar ou a diminuir, embora o negócio das rações de emagrecimento tenha vindo a crescer e o dos medicamentos de redução de peso esteja a dar os primeiros passos.
Uma dezena de médicos e hospitais da especialidade de Norte a Sul do País ouvidos pela Agência Lusa reconhece o problema, atribuindo-o frequentemente à incorrecta alimentação e à falta de exercício físico.
A responsabilidade de tais «erros» recai sobre os proprietários dos bichos. Mário Santos, director-clínico do Hospital Veterinário do Porto, é peremptório: «Sem dúvida que os cães e os gatos estão a ficar obesos, pois são o reflexo dos donos».
A seu ver, os proprietários dos animais de companhia «têm pouco tempo» para os passear e dão «demasiada comida», incluindo guloseimas e restos de refeições, com muitas calorias, «como prova de amor».
As más consequências sucedem.
«A obesidade pode afectar a qualidade de vida do animal, já que este tem muita dificuldade em praticar exercício e brincar com outros animais e com os donos», avisa o veterinário.
Por outro lado, o peso excessivo acelera o aparecimento de certas patologias, como hipertensão arterial, artrites, insuficiências cardíacas, respiratórias e hepáticas, cancro e diabetes, assim como complicações cirúrgicas, mau estado do pêlo e da pele e diminuição da esperança de vida.
«Pode ainda piorar doenças persistentes, como a osteoartrose [que afecta as articulações]», adianta Mário Santos. No Hospital Veterinário do Porto, 30 por cento dos cães e gatos «clientes» são obesos: têm 20 por cento do peso acima do normal.
Já no Hospital Animal do Sul, do Centro de Saúde Animal de Faro, que tem consultas de nutrição, a percentagem ronda os cinco por cento.
As causas da obesidade repetem-se: escassez de exercício diário e a «sobre-alimentação, pelo mau hábito dos proprietários em fornecerem guloseimas, como queijo, torradas com manteiga, fiambre, bolos e chocolates, em excesso», aponta o director-clínico da unidade algarvia, Jorge Serpa Santos.
Ainda segundo o responsável do Hospital Animal do Sul, contribuem igualmente para as dificuldades no controlo do peso nos cães e gatos, «a ausência de hábito» dos donos em «levarem o seu animal a consultas regulares junto do médico veterinário» e o uso de «alimentos comerciais com proteínas de fraca qualidade, muita gordura, sal em excesso», sem vitaminas e ácidos gordos essenciais.
Por isso, os especialistas aconselham os proprietários dos animais domésticos a darem, nas doses definidas nas embalagens, ou por indicação médica, para o peso, idade, raça, sexo, condição física e actividade do bicho, granulados concentrados com proteínas, amidos, lípidos, ácidos gordos essenciais, cálcio e fósforo.
A comida cozinhada não é recomendada.
«Não é balanceada em termos nutritivos e permite ao animal seleccionar, por exemplo, carne ou peixe e deixar no prato os legumes ou os amidos», explica Jorge Serpa Santos.
Quanto à prática de exercício físico, a regra, em geral, para cães adultos e saudáveis é, de acordo com os médicos, correrem e passearem pelo menos três vezes por dia na rua ou num parque, ou mesmo brincarem e nadarem na praia.
No caso dos gatos, que, por natureza, são mais caseiros, um dos truques está em lhes «fornecer brinquedos para que se entretenham» ou «distribuir a comida por diversos sítios da casa para obrigar o animal a procurá-la», sugere o director-clínico do Hospital Animal do Sul.
Considerada pela Organização Mundial de Saúde como a «epidemia global» humana do século XXI, a obesidade caracteriza-se pela acumulação excessiva de gordura no corpo.
Nos cães e gatos é detectável na base da cauda e sobre a linha da coluna ou quando há alteração da silhueta das costelas e ancas e o animal tolera pouco o calor ou as caminhadas e as corridas.
Normalmente, a doença, que também pode ser provocada por distúrbios hormonais, surge nos bichos adultos, agravando-se com a velhice e após uma cirurgia de castração.
Raças como Labrador Retriever, Golden Retriever, Cocker Spaniel, Basset Hound, Pastor de Shetland, Beagle, Cairn Terrier e Dachshund (cães) e Europeu Comum - doméstico pêlo curto (gatos) estão mais predispostas à obesidade, que quase sempre é diagnosticada pelos veterinários depois da ida do animal a uma consulta de rotina ou com sintomas de doenças associadas, ou para as vacinações.
«Ainda é difícil explicar aos donos que a obesidade é uma doença porque, se assim não fosse, não havia animais obesos. Afinal, são eles [donos] que lhes põem a comida à frente», sustenta a médica veterinária Maria João da Fonseca.
Em Portugal há uma gama variada de rações dietéticas e light, de prescrição médica ou venda em grandes superfícies comerciais e lojas para animais, ambas com baixo valor calórico mas ricas em fibra, que, a par da prática de exercício físico, têm sido indicadas pelos especialistas para o controlo e tratamento nos cães e gatos da obesidade ou excesso de peso (este último define-se por peso superior em 10 por cento ao ideal).
À venda, há apenas dois meses, o único medicamento comercializado no país para a redução do peso nos animais domésticos, o Yarvitan, que inibe a absorção das gorduras e diminui o apetite, destina-se, porém, a cães.
Sendo recente, os seus benefícios estão a ser ainda avaliados pelos médicos mas já foram vendidas 1.500 unidades em 200 clínicas veterinárias.
«Aqui, no hospital, não se está a vender muito. Não é prescrito mais vezes porque é novo, ainda não entrou bem nas rotinas. Por outro lado, o excesso de peso ou a obesidade muito raramente são a causa da consulta», advoga Maria João da Fonseca, que é médica no Hospital Veterinário do Restelo, em Lisboa.
Para os especialistas, a prevenção continua a ser o melhor remédio para abafar os «quilos a mais» nos animais de companhia: exercício físico «q.b» e alimentação sem excessos, recompensas e a horas. Chocolates? Banidos das ementas.

Lusa/SOL

 

publicado por mímica às 00:17

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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Donos de cães perigosos já podem ser criminalizados

O Parlamento aprovou hoje um diploma que autoriza o Governo a criminalizar os promotores de lutas entre animais e os donos de cães perigosos, com a possibilidade de penas até 10 anos de prisão.

 

O diploma foi aprovado com os votos favoráveis do PS, PCP, BE, PEV e a abstenção do PSD e do CDS-PP. O deputado do PSD Mendes Bota votou a favor.

A autorização legislativa prevê que "as penas previstas nas normas ao abrigo da lei não podem exceder 10 anos de prisão".

O Governo definirá os ilícitos criminais que correspondem à participação ou promoção de lutas entre animais e à ofensa à integridade física causada por animais, por dolo do dono.

De acordo com o diploma, passará a ser punível "a tentativa" de organização de lutas entre animais, e as ofensas à integridade física causadas por animais, seja por dolo ou negligência do dono.

A pena será agravada se da agressão resultarem "ofensas graves" à integridade física da vítima.

No preâmbulo do diploma, aprovado em Conselho de Ministros a 28 de Agosto do ano passado, o Governo considera que "a punição como contra-ordenação das ofensas corporais causadas por animais de companhia não é eficaz para a sua prevenção".

"Por as lutas entre animais visarem o aumento do seu potencial genético agressor, são ainda criminalizadas tanto a sua organização, como a participação nas mesmas", refere ainda a proposta de lei.

Um diploma do CDS-PP que visava combater a realização de espectáculos de luta de cães, criminalizando a sua promoção ou realização" foi chumbado pela maioria PS.

 

Fonte: DN

publicado por mímica às 23:47

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

O Sargo sem medo

Deparei-me com este site quando fui pesquisar sobre sargos de Porto Côvo e quando li esta "história", achei tão engraçada que resolvi partilhar convosco! Com os devidos créditos e links, claro! Espero que gostem!

 

 

Sargo Veado
Foto RubenRoche

 

 

Em 2004 eu e o meu Mano Ruben fomos a Porto Côvo pescar.
Estávamos a chegar quando vimos o mar impróprio para consumo com uma forre ondulação que impedia qualquer tentativa de pescar à bóia. Armámos as canas da chumbadinha e começámos a pescar sem grandes esperanças, uma vez que o mar parecia uma máquina de lavar roupa.
Ao fim de várias horas sem sentir nada vejo o bom do Ruben com a cana toda vergada, andando para trás e para diante a trabalhar um peixão. Perguntava eu:
-É peixe?
-Não sei! –respondia o Ruben- Parece peixe mas não bate. Se calhar é lixo.
E, na dúvida, lá fui eu meter os pés dentro de água para ajudar a tirar o que quer que viesse.

Numa praia de seixos o Ruben tirou um Sargo Veado (ou saima) com mais de um quilo. Tirei-o da água com as duas mãos em concha e o magano nem se mexia. Estava nas minhas mãos como se estivesse dentro de água. Virava o olho para inspeccionar o que o rodeava mas não se debatia nem quando lhe retirava o anzol.

Coloquei-o dentro do balde e continuámos a pescar. Passado meia hora o Ruben colocou-o numa poça grande para que lhe não faltasse o oxigénio e começou a brincar com o peixe que continuava calmíssimo.
Nessa altura aconteceu algo que nunca imaginei possível. Punha a mão dentro da poça e o peixe vinha do outro lado da mesma roçar-se na mão e voltava-se do outro lado para receber mais festas. Eu sei que isto parece impossível mas aconteceu mesmo.
Impossível também foi que o Ruben o libertou no fim da pesca, e assim sobreviveu o sargo sem medo.

 

                                                              libertação

 

Autor: Traquinas

 

Fonte: Pesca Em Sintra

 

sinto-me:
publicado por mímica às 15:08

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Cavalhadas de S. Miguel

 29 de Junho realiza-se as tradicionais "Cavalhadas" de S.Pedro. Festas típicas desta cidade e que não ocorrem em mais lado nenhum nos Açores.
Um a um, cavaleiros com as suas vestes brancas, chapéu preto decorado com flores, capa e faixa escarlate, reúnem-se frente ao solar da Mafoma, em Ribeira Seca. Depois partem em animado desfile levando à frente o "rei" de cerrada barba negra. Desde há séculos que, no dia de S. Pedro (29 de Junho) ao som estridente de cornetas, o colorido cortejo vai percorrendo a cidade recitando quadras populares num cerimonial único de religiosidade.
A origem destas festividades é incerta, perdida no tempo mas a primeira referência escrita que se conhece sobre as Cavalhadas de São Pedro remonta ao ano de 1856 em manifesto relacionamento com o culto do Divino Espírito Santo.
Passados 100 anos e em declinio do desfile, a Câmara decide apoiar esta manisfestação e criar uma recompensa pecuniária para o melhor e mais bem caracterizado cavaleiro. Em 1989 é criado o regulamento que ajuda a disciplinar os intervenientes do Cortejo.
Este é composto por: Rei, Lanceiros, Corneteiros e Cavaleiros.
Chegados ao jardim municipal, a Cavalhada dá três voltas ao mesmo, supostamente deveria ser em redor da igreja do Espírito Santo [do Senhor dos Passos ou da Misericórdia] ali mesmo ao lado, as quais são uma homenagem, às Três Virtudes Teologais. Portanto, uma referência a Deus.

As Cavalhadas dão ainda uma volta à igreja da Matriz, seguindo para a ermida de Santo André, irmão de São Pedro, onde aqui dão três voltas, em sua homenagem, continuando o Cortejo pelas freguesias da cidade, terminando o mesmo junto do Solar da Mafoma.
Vale mesmo a pena ver estas festas.

Fonte: Um Algarvio nos Açores

 

  


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte de imagens: vários sites da Internet

 

sinto-me:
publicado por mímica às 14:53

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Sábado, 27 de Junho de 2009

Tourada à corda na Ribeira Grande - S. Miguel e nanifesto dos Ambientalistas

 
 
A realização de uma tourada à corda durante as festas de São Pedro na Ribeira Grande (pelas 14 horas do dia 27 na Ribeira Seca) está a gerar acesa polémica com os ambientalistas e amigos dos animais a contestarem a iniciativa incluída no programa das festividades da câmara da Ribeira Grande.
A Câmara da Ribeira Grande ‘lava as mãos’ da tourada referindo que a iniciativa é da responsabilidade da comissão de festas da Ribeira Seca. Explica que, anualmente, esta comissão de festas inclui as suas iniciativas no programa de festas da Câmara.
Elementos da comissão de festas da Ribeira Seca, contactados ontem pelo ‘Correio dos Açores’, disseram que a tourada à corda “surge por ser uma novidade”, pedindo, contudo, que enviássemos as perguntas por escrito para que a comissão pudesse assumir uma posição conjunta e torná-la pública hoje.
A tourada à corda chega, na actualidade, a São Miguel pelas mãos da Associação Agrícola de São Miguel, de que é presidente Jorge Rita e secretário da Agricultura e Florestas, Noé Rodrigues. Ambos surgiram lado a lado durante a recente tourada, promovida no âmbito do último concurso pecuário num espaço onde se encontravam alguns milhares de pessoas, a maioria esmagadora das quais jovens e famílias de Rabo de Peixe.
Significativo que a Câmara da Ribeira Grande promova agora uma segunda tourada este ano em São Miguel precisamente na Ribeira Seca, a poucos quilómetros de Rabo de Peixe. Não é por acaso que se escolhe esta zona para lançar as touradas à corda. O objectivo é, certamente, chamar ao espaço centenas de jovens aficionados das duas freguesias.

‘Amigos...’: “Indignação”

Estas touradas à corda, de cariz cultural terceirense, “não tem”, de harmonia com os ambientalistas, “qualquer raiz cultural e identitária micaelense” e a sua introdução “compulsiva” na ilha é contestada por vários quadrantes sociais.
A associação ecológica ‘Amigos dos Açores’ manifestou ontem “indignação” sustentada pela “introdução de espectáculos relacionados com o sofrimento animal onde estes não são tradição” e “lamenta” que a tourada surja a par de uma manifestação cultural própria do concelho que “se assume pelo respeito pelos animais”, como são as Cavalhadas de São Pedro.
Numa época em que a Comunidade Europeia tende a reduzir os espectáculos taurinos aos locais onde estes são tradições e em que Portugal “vai dando algumas respostas positivas nesse sentido, nos Açores procura-se incessantemente maximizar e generalizar estes espectáculos ao arrepio de um progresso civilizacional reconhecedor do bem-estar animal”, lê-se no comunicado dos ‘Amigos dos Açores’.
Para a associação ecológica, a introdução de touradas à corda em ilhas onde não têm qualquer ligação histórica ou cultural “não é mais que a procura da constituição de precedentes para a generalização da tauromaquia, na totalidade dos seus diversos espectáculos, a toda a região, em resposta aos interesses económicos do sector, tal como ficou expresso na recente iniciativa da Assembleia Legislativa dos Açores, que projectava a introdução das corridas picadas em todo o arquipélago”.

Carta a Ricardo…

Embora a iniciativa da tourada seja da comissão de festas da Ribeira Seca, o ambientalista Teófilo Braga dirige, no blogue “Terra Livre” do Colectivo Açoriano de Ecologistas, uma carta aberta ao presidente da câmara da Ribeira Grande, Ricardo Silva, onde evidencia a sua incredulidade pelo patrocínio que dá à tourada.
Diz ter sido com “esperança” que presenciou a chegada de Ricardo Silva à presidência da autarquia por ser “pessoa de cultura, sensível ao património cultural e natural da sua terra e conhecedor das tradições do povo concelhio”.
“A promoção de uma tourada à corda, de que não sou adepto mas respeitador como tradição terceirense que precisa de evoluir no sentido de minimizar o sofrimento animal e os riscos para os homens, é um sinal de que estava, de algum modo, iludido” com o actual elenco camarário, afirma Teófilo Braga.

“Manchar Cavalhadas…”

Em seu entender, a tourada associada às Cavalhadas “só vem manchar esta manifestação cultural única, que não precisa de qualquer outro chamariz”.
Acrescenta que a tourada “não contribui para a educação cívica dos cidadãos e é única e exclusivamente um apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande a uma indústria económica não concelhia”.
Nesta perspectiva, Teófilo Braga manifesta “repúdio por esta iniciativa” de que o presidente da Câmara “é o responsável máximo”.
Acaba por comunicar que “terá em conta este facto nas próximas eleições autárquicas”.
Muitas têm sido, na blogosfera, as críticas ao aparecimento de uma tourada nos festejos de São Pedro, algumas cheias de oportunidade. “Parece que, de repente, todos os açorianos têm que ser terceirenses, que o que é tradição de uma ilha é metido num barco qualquer e ala de fazer ninho no tecido tradicional de outras ilhas”.
“É como se os biscoitos de orelha da minha Ilha (Graciosa) e os Molhos passassem a ser confeccionados e vendidos como especialidade das Furnas juntamente com o cozido. Anda tudo a ser desvirtuado”.
A Ribeira Grande “não precisa de acrescentar às Cavalhadas as touradas para chamar turistas, precisa isso sim de valorizar cada vez mais as Cavalhadas, de incuti-las na juventude. É que qualquer dia, as Cavalhadas deixam de existir em favor das touradas à corda que se calhar são bem mais divertidas.
 
 
Fonte: Correio dos Açores
publicado por mímica às 22:43

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